A verdadeira história das Bruxas de Salem

A verdadeira história das Bruxas de Salem

Talvez você conheça as bruxas de Salem somente por conta dos filmes, mas na realidade, essa história é macabra e verdadeira.


Em meados de 1692 uma onda cristã espalhou a ideia de que o demônio estava solto em Salem, fazendo acordo com bruxas em troca da lealdade dessas mulheres. Nessa época ouve um conflito territorial chamado, Guerra dos nove anos, que fez com que muitas pessoas fugissem dos suas cidades de origem e se espalhassem pelo Estados Unidos. Um dos lugares que “acolheu” essas pessoas foi Salem Village (Salem atual).
Com a chegada dos refugiados, aumentou o desemprego, rivalidade entre os ricos, doenças, brigas por conta de terras e isso foi perdendo o controle.
Nessa época, duas crianças do vilarejo, uma delas filha do primeiro ministro local, começaram a ter alucinações, vômitos, se contorciam e logo em seguida, mais uma criança teve os mesmos sintomas. Sem muito conhecimento na época, o medico que atendeu as crianças deu o diagnóstico de “eventos sobrenaturais”. Pressionadas pelas autoridades locais, as crianças com medo, acabaram acusando 3 mulheres de bruxaria, Tituba, que era escrava de Parris do ministro; Sarah Good, uma moradora de rua; Sarah Osborne, uma idosa pobre.

Desde então, o caos de espalhou com Salem Village, Tituba (provavelmente torturada e precionada por seus donos) confessou que fez pacto com o Diabo. As mulheres foram presas e interrogadas por vários dias.
A coisa saiu do controle, várias mulheres começaram a ser acusadas de bruxaria, até mesmo mulheres da igreja.
No 27 de maio de 1692, o governador William Phipps criou um tribunal especialmente para os casos de bruxaria. O primeiro julgamento foi o de Bridget Bishop, acusada de bruxaria por ser fofoqueira e promíscua. Ainda que tenha dito que não tinha qualquer envolvimento com bruxaria, ela acabou sendo considerada culpada e se tornou, no dia 10 de junho, a primeira pessoa enforcada sob a acusação de bruxaria.
No mês seguinte 5 mulheres foram enforcadas, 19 de Agosto mais 5 e em setembro mais 8.
Em outubro de 1692, o governador William Phipps de Massachusetts ordenou que as Cortes de Oyer e Terminer fossem dissolvidas e substituídas pela Corte Superior de Judicatura que proibiu esse tipo de testemunho sensacionalista nos julgamentos subsequentes.

As execuções cessaram e a Corte Superior finalmente libertou todos os acusados que aguardavam julgamento e indultou aqueles sentenciados à pena de morte. Terminava assim os processos das feiticeiras de Salem que resultaram na execução de 19 mulheres e homens inocentes.
Com o fim das acusações, dos julgamentos, das prisões e das sentenças, começou a série de mea culpa com declarações de pessoas como o juiz Samuel Sewall, que pediu perdão publicamente por ter errado em seus julgamentos. No dia 14 de janeiro de 1697, o Tribunal Geral de Salem promoveu um dia de jejum em respeito às almas das mulheres condenadas.
Em 1711, as famílias das vítimas receberam 600 libras como forma de indenização, mas o estado de Massachusetts só se desculpou formalmente pela atrocidade em 1957, 250 anos após os enforcamentos.

Nos dias atuais, Salem ainda é conhecida como a cidade das bruxas e principalmente no mês de Outubro recebe milhares de turistas. A principal atração é o museu das Bruxas, lá contém documentos da época da tragédia, cenários idênticos aos tribunais, roupas, objetos, tudo que conta a verdadeira histórias das mulheres de Salem.

Casa mais antiga de Salem, ponto turístico nos dias de hoje

 

Museu das Bruxas de Salem

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