Bruxas Brasileiras condenadas

Bruxas Brasileiras


Quem são as mulheres condenadas e executadas entre o séc 17 e 18.

Embora seja difícil comprovar historicamente os relatos, as histórias têm em comum o fim trágico para mulheres vítimas de boatos.
Conheça a seguir as histórias dessas brasileiras que morreram acusadas de bruxaria:


Ursulina de Jesus

Era casada com Sebastiano de Jesus, em São Paulo. Seu marido tinha uma posição de alguma importância na cidade. Ela foi acusada de bruxaria por seu marido, que alegou que ela o havia impedido de ter filhos, fazendo-o estéril pelo uso de magia. Na época, ele estava tendo um caso, e sua amante, Cesaria, também confirmou o seu testemunho no tribunal.
Ursulina de Jesus foi levada a julgamento e considerada culpada por heresia e bruxaria, além de ter feito o uso de magia. Ela foi executada na fogueira em público em São Paulo, em 1754.

Mima Renard

Bela e cobiçada, a franco-brasileira Mima Renard mudou-se da França para o Brasil com o marido, que foi morto por um pretendente da mulher. Mima passou a se prostituir para sobreviver, e as mulheres da vila começaram a acusá-la de atrair os homens com feitiços. Numa ocasião, dois de seus clientes brigaram e um deles foi assassinado. Mima foi denunciada ao padre local pelas esposas de seus clientes, sendo acusada de bruxaria. Foi julgada, condenada e executada em uma fogueira pública, em São Paulo, em 1692.

Adelaide Quintana

O caso de Adelaide Quintana é ainda mais surreal e revoltante. Viúva, ela herdara a fortuna de seu marido e, por não ter filhos, tinha uma vida solitária.
Para dar um propósito à sua vida ela passou a levar para casa crianças que encontrava na rua. Lá elas eram alimentadas e ganhavam roupas novas. Geralmente essas crianças eram filhas de operários.
Não se sabe quem fez a denúncia, mas chegou ao conhecimento da paróquia regional que Adelaide atraia as crianças para sua casa com o intuito de coletar seu sangue, lágrimas e cabelo para a realização de bruxarias. Foi condenada à morte.

Maria da Conceição


Maria da Conceição era conhecida por ser uma mulher com um notável conhecimento sobre ervas medicinais, que frequentemente os usava para preparar medicamentos para pessoas doentes. Em algum momento e por motivos desconhecidos, ela teve um desentendimento com um padre chamado Luis, que se mostrava radicalmente contra as ações de Maria da Conceição e sua atuação na preparação dos medicamentos.
O padre Luis acusou-a de heresia e bruxaria, e Maria da Conceição foi levada à julgamento. Devido ao fato de que o Brasil era colônia de Portugal, a lei portuguesa contra a feitiçaria foi usada no julgamento, e Maria foi considerada culpada e condenada à morte na fogueira. Ela foi executada em 1798.

Isabel Pedrosa


Em 1750 foi aberto um processo acusando Isabel Pedrosa de Alvarenga de bruxaria. A acusação partiu de um dos “familiares do Santo Ofício” (como eram chamados os espiões da Igreja). Segundo ele, Isabel carregava um saco contendo umbigos de crianças, tufos de cabelo, panos ensopados de sangue, bicos de pássaros e toda espécie de material bizarro que seria utilizado para a prática de feitiçaria.
Na verdade Isabel nada mais era do que uma mulher pobre que vivia nas ruas à custa de esmolas.Mesmo sem jamais admitir estar envolvida com a prática de bruxaria, foi condenada à morte.

Essa última história foi um caso bem recente que chocou por sua crueldade e ignorância.

Fabiana de Jesus


Fabiana Maria de Jesus não foi acusada formalmente de bruxaria como as outras mulheres desta lista, mas foi “julgada e condenada” covardemente por populares por causa de um boato sobre magia.
A história de uma mulher que sequestrava crianças para realizar rituais de magia negra circulou na internet como sendo verdadeira, com direito até a retrato falado da suspeita. Tudo não passava de um boato, mas Fabiana de Jesus, de 33 anos, foi vista dando frutas para um garoto em Guarujá (SP), e a mãe do menino a achou parecida com a imagem do retrato falado. Cerca de 100 pessoas que estavam nos arredores lincharam Fabiana, que morreu segurando uma Bíblia. Posteriormente foi provado que ela era inocente. O fato aconteceu em 3 de maio de 2014, e cinco dos acusados de linchamento foram presos. O líder da agressão foi condenado a 30 anos de prisão.

Museu da Inquisição

Na cidade de Belo Horizonte está o Museu da História da Inquisição no Brasil, fundando em 2012. No local, os visitantes podem conhecer mais sobre a história da inquisição no Brasil, ver de perto as réplicas das ferramentas de tortura e ter acesso aos documentos originais da época.

 

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