O que acontece quando você coloca cobre derretido dentro de um coco?

A casca dura do coco é muito boa em reter o calor do cobre derretido. Depois que você enche a bola marrom com o metal liquefeito, ela fica quente por muito tempo e faz qualquer coisa que você ponha dentro do coco ferver. E o que sobra depois que esfria? Uma peça de cobre em forma de donut.

Interessante, não?

Fonte: Gizmodo

Elas te enganaram: 10 imagens falsas que viralizaram na internet em 2015

As redes sociais – especialmente o Facebook – ficaram especialistas em disseminar informações falsas. Por conta da preguiça ou desconhecimento, muitos não vão atrás para descobrir se determinado depoimento, imagem, foto ou notícia é realmente verdadeira. Isso tem se intensificado ainda mais com a popularização dessas mídias.

O problema é ainda maior com imagens, já que é muito fácil compartilhar esse tipo de conteúdo. Neste ano, diversas fotos circularam por aí e causaram certa polêmica, mas na verdade eram falsas e não representavam exatamente aquilo que todos esperavam. Selecionamos 10 dessas imagens que provavelmente enganaram muita gente em 2015.

1. O corpo perfeito em 1955

Essa foto, na verdade, nem é de 1955. Ela foi compartilhada como sendo a “definição de um corpo feminino perfeito de acordo com a revista Time” daquele ano. Porém, ela tampouco foi veiculada pela famosa revista e representa uma imagem capturada em 2004 que mostra a estrela de filmes adultos Aria Giovanni em uma foto preto e branco que ganhou força por causa de sua aparência vintage. Essa enganou você?

2. Estrela cadente

A imagem acima nada mais é do que um “truque” de fotografia. A foto não representa uma estrela cadente ou um fenômeno natural: trata-se de uma exposição de dois minutos durante um lançamento de uma nave espacial no ano de 2010. A propulsão dos motores durante a subida, combinada com o longo tempo de exposição, deixou essa “cauda de fogo” impressionante na foto.

3. Nuvens no Monte Fuji

Fotos de vulcões geralmente já são bonitas, mas quão impressionante seria ver um com nuvens lenticulares pairando sobre o topo? Ainda não foi dessa vez, já que a imagem do Monte Fuji acima é uma montagem de Photoshop que já está circulando na internet há alguns anos, mas que ganhou força novamente no Facebook.

4. Árvore atingida por um raio

Não é incomum ver fotos de raios atingindo alguns objetos, mas a imagem acima enganou muita gente A foto é uma montagem criada pelo artista Darren Pearson, que é especialista na técnica fotográfica de pintura com luz – foi exatamente dessa forma que a imagem foi feita. A imagem a direita representa uma árvore de verdade sendo atingida por um raio, o que já é bastante impressionante.

5. O hotel submarino das Ilhas Fiji

A imagem acima não parece ser tão impossível de acontecer na vida real, mas também representa uma foto falsa. Trata-se de um exemplo ilustrativo de um hotel que a empresa Poseidon Undersea Resorts pretendia construir em 2008. As obras ainda nem começaram e muita gente acreditava que se tratava de um hotel subaquático em Katafanga Island, nas Ilhas Fiji.

6. O pequeno espião russo Vladimir Putin

Esse boato já é um pouco velho, mas também enganou muita gente por conta da notoriedade que Vladimir Putin ganhou em 2015. Trata-se de uma alegação de que o atual presidente da Rússia estaria atrás da criança – com uma câmera fotográfica no pescoço – para espionar Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, em 1988. Putin, na verdade, estava trabalhando em Dresden no dia em que a foto foi tirada.

7. Leão preto

A foto acima não representa um raríssimo caso de leão preto. De acordo com o Museum of Hoaxes, essa é uma tentativa de vender um conceito inexistente e trata-se de puro trabalho no Photoshop. A imagem verdadeira elimina todas as dúvidas sobre a veracidade da foto.

8. A maior estátua do mundo

A estátua de Buda em Ushiku Daibutsu, no Japão, na verdade não representa a maior do mundo, mas sim a terceira. Ela possui 110 metros de altura, o que certamente contribui para o engano. A segunda maior fica em Burna e mede 116 metros. Já a maior de todas também é uma estátua de Buda do Templo da Primavera. Ela fica em Lushan, província de Henan (China), mede 128 metros e foi concluída em 2002.

9. Reciclagem de crianças

A foto é real, mas teve o texto modificado. No original, na placa está escrito algo como “Não pise na grama” e foi modificado para “Deixem aqui seus filhos feios”. A imagem de 1928 foi “muito bem” aproveitada, já que mostra uma pequena garota presa em um cesto de lixo.

10. Um feto de 12 semanas

O aborto é um tema delicado e foi bastante atacado em união com a foto acima. De acordo com as mensagens que compartilhavam a imagem, essa foto representa um feto de apenas 12 semanas. Na verdade, trata-se de uma estatueta de resina feita pela artista Donna Lee, que parece entender mais de arte do que sobre biologia. Na direita, você pode conferir uma imagem real de um feto de 12 semanas, o que não diminui a delicadeza desse assunto.

Fonte: Tecmundo

Os jovens que ganham fortunas jogando videogames profissionalmente


Won Mun Seong e Ji Sung Choi são considerados estrelas entre os gamers

Não há pai ou mãe que não se preocupe com o tempo que os filhos passam jogando no computador.

Mas as horas infindáveis à frente da tela podem compensar especialmente para aqueles que se tornam celebridades do mundo dos games, competindo por altos prêmios em dinheiro.

Na Coreia do Sul, o esporte eletrônico é preferência nacional entre os jovens.

Recentemente, os expoentes desse universo se reuniram no lançamento da última versão do jogo StarCraft no distrito de Gangnam, na capital Seul. Ali foram recebidos com a mesma pompa franqueada a personalidades de Hollywood: tapete vermelho e assédio da imprensa.

Os jovens vivem uma vida agitada, dividindo-se entre a bajulação do público e a introspecção por trás da tela. Mas, assim como em qualquer outro esporte, o caminho para a vitória é árduo.

“Normalmente pratico de 10 a 12 horas por dia”, diz um deles, Won Mun Seong, conhecido pelo nome de MMA.

“Acordo tarde, por volta das 10h, e depois do café da manhã, treino de 11h até as 17h. Então janto e volto a treinar até as 22h. Faço um rápido intervalo e sigo treinando até as 2h. Só aí vou para a cama. Esse é meu dia: treinar, treinar e treinar.”

Won tem 28 anos e uma namorada que, segundo ele, entende sua “profissão”.

Outra estrela do esporte eletrônico, Ji Sung Choi, tem uma rotina parecida: “Acordo às 10h. Tomo café da manhã e treino até as 17h. Depois disso, janto. Faço um intervalo entre as 17h e as 19h. Treino até a meia-noite e vou para a cama às 3h”.

Fã de futebol, Ji acompanha a Liga Inglesa com frequência. E diz esperar que, eventualmente, a competição de que participa seja tão popular quanto o torneio de futebol.

“O esporte eletrônico é uma competição emergente — daqui a alguns anos, quando ficar maior, será igual a grandes eventos como futebol, basquete ou beisebol”, diz Ji.

Jogadores como Won e Ji podem ganhar prêmios que chegam a US$ 250 mil (R$ 936 mil), além de patrocínio. Trata-se de um dinheiro com o qual eles — e seus pais — nunca sonharam, especialmente após as reclamações constantes sobre o tempo passado em frente ao computador durante o período escolar.

“Quando era mais novo e passava horas jogando, meus pais sempre me tiravam o computador. Chegaram até a quebrá-lo. Mas hoje eles me apoiam – quando estou treinando preparam até lanches para mim”, relembra Ji, aos risos.

Won e Ji têm quase 30 anos e observam com temor a ascensão de jogadores mais novos. No StarCraft, assim como em outros jogos, raciocínio rápido e bom condicionamento físico são essenciais para a vitória. Como os jogadores de futebol, os dois acreditam que não terão muito futuro na profissão com o passar da idade.

Entretenimento

Mas não são só os jogadores que ganham dinheiro. O negócio que envolve o esporte eletrônico também gera altos dividendos para outras indústrias, como a de entretenimento. O comentarista Nick Plott (conhecido como Tasteless) nasceu no Kansas, nos Estados Unidos, mas vive em Seul ganhando a vida narrando competições de jogos eletrônicos.

“Basicamente, meu trabalho consiste em explicar o que está acontecendo e torná-lo mais palatável ao espectador comum, então falamos sobre as estratégias, mas tentamos evitar terminologias muito específicas desse universo. Também tentamos interagir com nossos espectadores.”

“Muitos dos nossos espectadores têm entre 15 e 32 anos. Por isso tentamos incorporar muito do humor envolvendo a cultura nerd e jogos afins – mas somos basicamente profissionais do entretenimento.”

Seu colega, Dan Stemkoski (conhecido como Artosis), também é americano e atua como comentarista na Coreia do Sul. Ele se mudou para o país onde diz que a demanda por seu trabalho é maior. Ele rebate a visão de que jogar videotempo seja uma “perda de tempo”.

“Meus pais certamente pensaram nisso quando eu treinava todos os dias, mas acho que se você pensar bem, trata-se de algo que pode ser mais aceito. É um esporte que está se tornando mais respeitado, está se tornando mais profissional e se espalhando”.

E Stemkoski destaca que não se trata de um esporte para preguiçosos. “Você precisa ter um estilo de vida saudável. Você precisa tentar exercitar sua mente e falar com outras pessoas, não pode viver como um ermitão”.

No entanto, nos últimos anos, jogar videogame se tornou assunto de saúde pública na Coreia do Sul. Em 2011, o governo instituiu a chamada “lei do fechamento” ou “lei Cinderella”, pela qual crianças abaixo de 16 anos estão proibidas de jogar entre meia noite e 6h.

Mas a norma não impediu o crescimento da indústria — e o esporte eletrônico no país continua a prosperar no país.


Caça às bruxas

A guerra contra os jogos eletrônicos não é nova. Em 1942, o então prefeito de Nova York, Fiorello LaGuardia, destruiu pessoalmente uma máquina de pinball com uma marreta. A foto estampou os principais jornais dos Estados Unidos e se tornou símbolo da caça às bruxas contra os jogos eletrônicos, que permaneceram proibidos na cidade até 1976.

Até o xadrez tinha seus críticos. Em julho de 1859, um artigo publicado na revista científica Scientific American falava sobre “um entusiasmo pernicioso para aprender e jogar xadrez que vinha se espalhando por todo o país”.

Segundo o autor, o xadrez era “uma mera diversão para pessoas de caráter inferior, que rouba da mente o tempo valioso que poderia ser dedicado a atividades mais nobres, enquanto ao mesmo tempo não oferece qualquer tipo de benefício ao corpo”.

O artigo acrescentava que “pessoas engajadas em ocupações sedentárias não devem jogar xadrez, elas precisam de exercícios ao livre para sua recreação e não esse tipo de arena mental de gladiadores”.

Para os fãs de esportes eletrônicos, a esperança é de que um dia o estigma deixe de existir.

Fonte: UOL Tecnologia