Procrastinação!

Procrastinação é um distúrbio crônico e prejudicial, mas fácil de ser vencido.

Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora “embromação” possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.

É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa “chata”, os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.

O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.

As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.

Ao deixar de cumprir certas obrigações, decepcionamos alguém e perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar e na carreira profissional. Depois ficamos observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos e avançaram profissionalmente.

Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.

É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.

Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.

Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos.

A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.

Duas das vertentes mais clássicas são:

– A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.

– A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.

Tratamento
A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.

Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:

– Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.

– Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.

– Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.

– Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.

– Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.

– Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.

– Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).

– Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.

A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.

* Alessandro Vianna é psicólogo clínico e sente um enorme prazer em estudar e entender o comportamento humano.

Fonte

E eu achando que esse problema não tinha solução…

O Bardo e o Banjo

Transmitir a música, a cultura de um povo, é a única forma de manter a chama da história de cada um de nós acesa para a posterioridade. O bardo na Europa antiga desempenhava esse papel, transmitindo através da arte (música, poemas) as histórias e lendas dos lugares por onde ele havia passado. No espirito de propagar uma cultura não tão conhecida, Wagner Creoruska Junior da inicio ao projeto o O Bardo e o Banjo, onde a música tradicional irlandesa e americana é propagada. Músico e instrumentista desde os 12 anos, Wagner estudou do violão erudito às guitarras do Heavy Metal, passando pelos mais diferentes estilos musicais e tocando em bandas como a Unlife e a December. O Bardo e o Banjo é por essencia um projeto que se enquadra no Folk, buscando nas raizes da música tradicional norte-americana, e, no banjo e seus intrumentos de percussão, o resgate (ou o conhecimento) de uma cultura esquecida.

O Banjo (de 5 cordas), instrumento que descende da família do alaúde (usado pelos bardos na antiga Europa), foi inventado nos Estados Unidos onde se tornou popular através de estilos musicais como o Bluegrass e o Jazz. Nas montanhas Apalaches (EUA) a forte influência da música irlandesa, escocesa, o country e o blues, agregados ao banjo de 5 cordas tornaram um estilo de tocar o instrumento, chamado estilo clawhammer, uma formula popular muito usada em filmes do velho-oeste e programas de TV da época. Em O Bardo e o Banjo o estilo clawhammer é difundido, assim como as músicas e temas que tornaram esse estilo conhecido.

O Bardo e o Banjo é uma One-man-band (banda de um homem só), que nada mais é que tocar vários instrumentos ao mesmo tempo e usando diferentes partes do corpo, esse é o conceito de uma banda de um homem só. O banjo agregado ao mambo (uma mala que vira um bumbo) e uma meia-lua é a engenhoca que faz o som de O Bardo e o Banjo. Uma experiência única, dançante, contagiante, que só pode ser contemplada ao vivo, com o Bardo e o Banjo!
O Bardo e o Banjo pode ser visto pelas ruas de São Paulo e para saber onde eles estarão, fiquem de olho no Twitter do O Bardo e o Banjo.

Fonte do texto: Southern Rock

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