Conheça Wonderland -” Parque Fantasma” na China

Imagine um parque nos moldes da Disneylândia,mas completamente abandonado…

 É exatamente esse cenário que você pode encontrar ao visitar a Wonderland (“Terra das Maravilhas”), a 32 quilômetros de Pequim, na China. No local, é possível encontrar vestígios do que seria o maior parque temático da Ásia, cuja construção foi interrompida em 1998 após divergências entre os construtores e o governo chinês. O resultado é uma gigantesca área abandonada.

Veja algumas fotos:

The Ridges ou Lunatic Asylum Atenas : Um dos lugares mais aterrorizantes do mundo

The Ridges foi rebatizado após o estado de Ohio adquirir a propriedade,originalmente conhecido como o Lunatic Asylum Atenas.

   Entre 1874 e 1993 Lunatic Asylum Atenas foi um asilo, tratando os mais diversos tipos de pessoas, desde crianças, criminosos, doentes mentais e veteranos de guerra.
   O asilo fazia centenas de lobotomias (intervenção cirúrgica no cérebro usada no passado em casos graves de esquizofrenia,leucotomia, atualmente em desuso)  e muitas vezes declarou que masturbação e epilepsia eram as causas da demência nos pacientes.

   Existe cerca de mil e setecentas campas que se encontram atrás do edifício principal. Sem ninguém que se importasse com eles, os pacientes que morriam dentro do perímetro do Asilo foram enterrados em campas sem qualquer tipo de identificação, permanecendo para sempre no terreno que tanto devem ter odiado. 

   Está listado como o 13º lugar mais assombrado do mundo, segundo a Sociedade Britânica de Pesquisas Psíquicas. Dizem que a Universidade de Ohio, vizinha do Ridges, é fortemente assombrada. Um estuprador famoso, Billy Milligan, foi alojado na unidade há muitos anos. Porém, a história mais famosa é da paciente Margaret Schilling,54 anos que fugiu e ficou desaparecida por seis semanas. Ela foi encontrada morta em uma ala não utilizada do hospital; tinha tirado todas as suas roupas, dobrado-as, e deitado no concreto frio, onde morreu posteriormente. Através de uma combinação de decomposição e exposição ao sol, o seu corpo deixou uma mancha permanente no chão, ainda visível hoje. Dizem que seu espírito assombra a ala abandonada.
   O edifício onde Margaret morreu é o único que continua fechado atualmente.  

 

Veja mais vídeos no Youtube

Fonte

Um raro passeio por dentro de um templo abandonado da eletricidade

Na alvorada da era da eletricidade, as usinas eram muito mais do que apenas construções utilitárias. Elas eram grandes templos erguidos para uma substância quase mágica que estava mudando o mundo. A maior parte dessas construções foram abandonadas ou demolidas. Mas, recentemente, visitei uma das poucas que permanecem: a Usina Kelenföld, de 99 anos de idade, um dos lugares mais belos do mundo.


Sou um grande fã da estética do industrialismo. Sou capaz de admirar a complexidade de qualquer fábrica ou usina durante horas, encantado pela beleza escondida da engenharia, tecnologia e ciência aplicada. Já visitei dezenas de instalações industriais, e não importa que seja nova, em operação ou abandonada, seja estação geradora ou uma cervejaria – eu sempre aproveito cada momento lá dentro.

Inicialmente visitei a agora deserta e decadente Usina de Kelenföld (em Budapeste, na Hungria) em 2007, dois anos após ela ser desativada. E, alguns dias atrás, graças ao historiados Balázs Maczsó e sua iniciativa de exploração urbana chamada Miénk A Ház, consegui entrar novamente na grande instalação.

Quando a Usina de Kelenföld começou a gerar eletricidade em 1914, ela era uma das mais avançadas dos seus tempos – e foi modernizada e expandida diversas vezes desde então para servir às demandas de energia de distritos próximos conforma eles cresciam.

A área ultrapassada da usina, que é mostrada abaixo, não está completamente abandonada já que é propriedade privada atualmente. Mas suas duas principais atrações – a lendária sala de controle e a antiga causa de transformadores – estão fechadas ao público, apesar de serem consideradas marcos do design industrial do começo do século XX. Só é possível visitar durante alguns raros tours guiados organizados por ONGs em alguns poucos momentos do ano.


Os prédios, projetados e construídos por Kálmán Reichl e Virgil Borbíró (Bierbauer) entre 1927 e 1929, são protegidos por lei, o que significa que eles nunca serão demolidos. Infelizmente, neste caso isso significa que eles não são tocados de maneira alguma, nem para manutenção básica, então a condição deles claramente piorou nos últimos anos. Apenas empresas de produção de beneficiam deste tipo de decadência perpétua: diversas cenas apocalípticas de filmes e vídeos musicais foram filmados em Kelenföld.

A grandiosidade de edifícios industriais como este refletem o otimismo do começo do século XX – e até mesmo um pouco do século XXI. Hoje, maquinas brutalmente belas, corredores assustadores e câmaras silenciosas parecem ecoar o barulho da agora silenciosa casa da era Bauhaus. Do estupendo teto de vidro Art Deco até a sala de controle, com os switches, controles e válvulas. Estes espaços formam um templo da eletricidade, refletindo uma visão que parece ter saído de um mundo fantasioso de Jules Verne.

Muito legal!

Fonte
Fotos por Attila Nagy/Gizmodo

Palcos de massacres viram destinos de turistas!

A polêmica causada por visitas de jogadores de seleções europeias ao campo de concentração de Auschwitz chama a atenção para um fenômeno recente na indústria do turismo mundial: a procura cada vez maior por locais ligados a assassinatos em massa, o chamado “turismo de genocídio”.

Jogadores da Holanda, Itália, Alemanha e Inglaterra, seleções que participam a Eurocopa, realizada na Polônia e na Ucrânia, estiveram no local do antigo campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, na Polônia, que hoje é um dos mais famosos memoriais às vítimas do Holocausto.

Campo de concentração na Polônia

Essas visitas dividiram opiniões. Na Inglaterra, o jornal Daily Mirror saudou a “mensagem poderosa” que ela envia em um momento em que o “futebol está enfrentando novas e graves preocupações sobre o racismo entre jogadores e torcedores”.

Já em outro jornal, o Daily Mail, a visita dos jogadores ingleses foi vista como uma “jogada de relações públicas de mau gosto”.

Seja como for, o fato é que nos últimos anos memoriais e museus que marcam os locais de assassinatos em massa em todo o mundo têm recebido um número cada vez maior de visitantes.

Campo de concentração na Polônia

Só no ano passado, um recorde de 1,4 milhões de pessoas cruzaram o famoso portão com os dizeres “Arbeit Macht Frei” (O trabalho liberta) de Auschwitz. Em outras partes do globo, memoriais do Holocausto, de massacres e genocídios também estão vendo os seus números de visitantes dispararem.

Bósnia, Camboja e Ruanda estão entre os destinos mais procurados do ficou conhecido como “turismo de genocídio”.

Ruanda
O casal americano Ben e Nicole Lusher, por exemplo, decidiu embarcar em uma viagem de 5 meses para visitar memoriais em diversos cantos do globo – partindo de Yad Vashem, em Jerusalém, o memorial oficial do Holocausto em Israel.

Guerra na Ruanda

Ben diz que o lugar que mais os emocionou foi o memorial do genocídio de Ruanda, com vista para Kigali. “Foi uma experiência nova para nós estar em um lugar onde o genocídio ocorreu há tão pouco tempo”, diz ele.

Tanto Ben quanto Nicole tinham apenas 10 anos em 1994, quando entre 800 mil e 1 milhão de tutsis e hutus moderados foram mortos.

Em geral, os visitantes estrangeiros do memorial de Kigali são turistas que viajaram para Ruanda para fazer turismo de natureza, apreciando a vida selvagem e montanhas do país. Mas mais de 40.000 estrangeiros passaram pelo memorial em 2011. Entre os visitantes também estão filhos e familiares das vítimas.

A canadense Laura Maclean, que foi a Ruanda para fazer montanhismo, explica que decidiu visitar o memorial em suas férias porque pensou que essa seria uma forma de “mostrar respeito” às vítimas do genocídio.

Segundo o guia de turismo George Mavroudis, que freta aviões para levar americanos para ver gorilas em Ruanda, a maioria de seus clientes pede para visitar o memorial.

Guerra de Ruanda

De acordo com Mavroudis, que foi ao memorial de Kigali mais de 20 vezes, os turistas acreditam que a visita é importante para entender o país no qual eles estão passando férias.

Caveiras
O memorial do genocídio não é o único ponto turístico que relembra esse episódio sombrio da história de Ruanda.

O filme de Hollywood Hotel Ruanda é baseado na história do gerente do hotel cinco estrelas Des Milles Collines, que abrigou tutsis e hutus moderados para evitar que eles fossem massacrados.

Hoje, o atual gerente desse hotel, Marcel Brekelmans, diz que turistas aparecem todos os dias para tirar fotos na entrada do estabelecimento.

Massacre na Bósnia

Para ele, não há que escapar do passado do país. “Ruanda não é apenas um lugar com gorilas e os belos lagos. Alguma coisa aconteceu aqui”, diz Brekelmans, que cresceu perto de um dos maiores cemitérios da Segunda Guerra Mundial, na Holanda. “De tempos em tempos é preciso parar e refletir sobre isso”.

Mas as formas usada pelos memoriais para lembrar as vítimas dos massacres frequentemente despertam polêmicas.

O principal memorial do genocídio em Kigali tem cabines cheias de caveiras alinhadas. Outros compartimentos exibem pilhas e pilhas de ossos.

No Camboja, memoriais aos mortos pelo regime do Khmer Vermelho têm crânios dispostos em uma pirâmide.

Para alguns, exibir restos humanos é uma forma de desrespeito à dignidade dos falecidos.

James Smith, fundador do memorial de Ruanda e do memorial do Holocausto na Grã-Bretanha, diz que o respeito às vítimas foi uma das suas preocupações quando criou o memorial. Mas ele decidiu manter a exposição dos crânios recém-desenterrados de valas comuns como forma de evitar qualquer tipo de negação sobre o que ocorreu.

Motivações
Por que cada vez mais turistas visitam esses memoriais?

A psicóloga Sheila Keegan, especialista em tendências culturais, diz que hoje os turistas têm expectativas variadas sobre suas viagens.

Enquanto muitos ainda querem sentar na praia e relaxar, outros também querem ampliar seus horizontes.

Massacre na Bósnia

“As pessoas querem ser desafiadas. Pode ter um elemento de voyeurismo nisso, mas as pessoas querem sentir grandes emoções que elas não costumam experimentar no dia a dia. Elas querem fazer essa pergunta relacionada à própria natureza do ser humano: Como pudemos fazer isso?”

Keegan diz que visitas a memoriais de genocídios também dão aos turistas algo para contar e debater quando voltam para casa – mas faz uma ressalva, lembrando uma experiência pessoal.

A psicóloga diz que não pensou muito quando decidiu visitar os campos de extermínio do Camboja com a filha de oito anos quando estava passando férias no país. Hoje, lamenta a decisão.

“Não esperava que a visita fosse tão chocante”, afirma. “Estávamos em meados dos anos 90, e a guerra civil terminara havia pouco tempo. Ainda havia sangue no chão.”

Fonte